quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A Bolsa Amarela


"Eu tenho que achar um lugar pra esconder as minhas vontades. Não digo vontade magra, pequenininha, que nem vontade de tomar sorvete a toda hora, dar sumiço da aula de matemática, comprar um sapato novo que eu não aguento mais o meu. Vontade assim todo mundo pode ver, não tô ligando a mínima. Mas as outras – as três que de repente vão crescendo e engordando toda vida – ah, essas eu não quero mais mostrar.. de jeito nenhum.
Nem sei qual das três me enrola mais. Às vezes acho que é vontade de crescer de uma vez e deixar de ser criança. Outra hora acho que é vontade de ter nascido garoto em vez de menina. Mas hoje to achando que é vontade de escrever".
(trecho de "A Bolsa Amarela" de Lygia Bojunga)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Um dia a lembrança...



A dor sempre só habita em você
Porque?
Diz que as coisas são do jeito que eu escolho
Mas foram feitas quando você se sentiu bem
Quando chega ao terceiro as coisas complicam
Como mergulhar no raso, esmurrar a ponta da faca
Foi como se tivessem roubado minha lembrança
A minha de você
Um dia você vai poder entrar novamente
Basta apenas deixar seus sapatos sujos pra fora de casa
Assim também deixarei..
Mas enquanto os coquetéis não forem tomados
Não haverá cura




"Somos feitos do não suportar
Oito ou oitenta
Não suportamos a distância
Não suportamos a presença"

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Persistência


Persistência que ainda consiste
Esperança que não se abala
Aqui
Árduos momentos
Contigo sobrevivo
Sobreviver por nós
Em nós

Para que ainda haja pureza
Em sutiz momentos
Sentimentos
Fazer tudo valer
Valer como sonhos
Que sabemos que não existe

(Carolina M. Hojér)






___

Minha amada solidão
Que todos os dias me deito contigo na cama
Apenas tu não me deixas só na escuridão
Minha companhia e de quem ama
Já conquistaste o meu coração
Do qual já só restam cinzas sem nenhuma chama
Já não bate, não tem razão
Agora só sangue derrama
Minha querida agonia
Porque decidiste ser só minha ?
Ainda o meu coração mal batia
E já te tinha como vizinha
Nunca me largues como eu queria
Na minha vida és rainha
Em cada maldito dia
Sempre a pisar a linha...

Tantos gritos mudos presos no peito
Aqui deambulam por este coração enjaulado
Sem que nada seja feito
Vou enlouquecendo com tanto desperdiçado
E por mais que tente não me ajeito
Esta dor que anda sempre a meu lado
Com a qual todos os dias me deito
É este o meu fado